segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
As algas - os legumes do mar
Seguramente que já ouviu falar das algas como alimento e é possível que até já tenha tido a coragem e curiosidade de as experimentar numa visita a um restaurante chinês, japonês ou macrobiótico. Pode até ter gostado bastante da experiência mas pensar que estes alimentos são por demais exóticos para utilizar no dia a dia e como tal fazem parte de um grupo especial de produtos que se utilizam em períodos excepcionais para aumentar a cultura gastronómica ou para nos divertirmos.
Ou, acha que gostaria de as utilizar com regularidade mas não sabe onde as comprar e muito menos como as cozinhar; para além disso não tem a mínima ideia de que algas deve escolher, uma vez que há tantas variedade diferentes.
Pois bem, neste artigo vou tentar elucidá-lo sobre estes preciosos alimentos e dar-lhe algumas dicas de como os utilizar.
As algas são literalmente vegetais marinhos (da mesma forma que as cenouras ou os brócolos são vegetais terrestres) e são utilizadas há séculos como alimento por povos como os chineses, japoneses, escoceses, irlandeses, islandeses, escandinavos, alemães, assim como pelos índios da América Latina que as utilizavam como medicamento para diferentes males.
Os vegetais marinhos têm uma riqueza enorme em minerais, particularmente cálcio (são muito mais ricas em cálcio do que os produtos lácteos) e em oligoelementos como cobre, zinco, estrôncio, cobalto, níquel, molibdénio, chumbo, estanho, vanádio, bromo, prata, crómio, bário, lítio, bismuto; o seu teor em proteínas é também bastante elevado assim como o teor em hidratos de carbono e vitaminas, possuindo algumas das algas quantidades assinaláveis de vitamina B12 que geralmente se considera só existir em produtos animais.
Se ficou impressionado com o valor nutricional destes alimentos, fique também a saber que as algas, quando bem confeccionadas, são extraordinariamente saborosas e enriquecem grandemente uma refeição. Num país como Portugal, podemos comer algas regularmente uma vez que somos banhados por uma extensa costa e da mesma forma que ingerimos bastante peixe devíamos ingerir o seu companheiro de habitat - as algas marinhas.
Quando comprar algas, as melhores disponíveis no mercado português são as japonesas ou as da costa da Bretanha, uma vez que são recolhidas ou cultivadas em mares pouco poluídos (costa bretã e região norte do Japão - ilha Hokaido).
As mais utilizadas são:
Wakame - de sabor suave, as wakame são principalmente utilizadas em sopas ou confeccionadas em conjunto com os vegetais. Deve demolhá-las durante cerca de 20 minutos e o tempo de confecção é de 15, 20 minutos.
Kombu - excelentes para cozinhar em conjunto com as leguminosas (tornam-nas muito mais macias e digeríveis, evitando a formação de gases intestinais) ou com os vegetais devem também ser demolhadas e demoram mais tempo a cozinhar do que as wakame (30 a 45 minutos ou mais).
Nori - muito em moda actualmente, uma vez que é com esta alga que se faz o famoso sushi, a nori prepara-se tostando-a rapidamente na chama do fogão. Pode comê-la directamente (tem um sabor agradável a peixe) ou parti-la aos pedaços e salpicar sobre a sopa, vegetais ou feijões.
Aramé - alga muito fina que se cozinha com os vegetais, excelente para os órgãos reprodutores femininos (mas também boa para os homens); deve demolhar cerca de 15 minutos e cozinha durante mais ou menos meia hora (ou mais).
Hiziki - textura semelhante à aramé, mas mais espessa e com um sabor a mar muito mais forte, a alga hiziki tem uma quantidade enorme de cálcio (ver tabela); cozinha como a aramé.
Agar-agar - em flocos ou barra, a agar-agar prepara fantásticas gelatinas de fruta ou de vegetais; excelente para obstipação e para ajudar a perder peso; deve demolhá-la poucos minutos e cozinhar até que a alga se dissolva; deixe depois solidificar e obtém uma gelatina excelente.
Estas são as principais algas utilizadas - pode também experimentar outras, menos conhecidas e um pouco mais exóticas como a dulse, mekabu, ou alface do mar.
Por Francisco Varatojo
HIPNOSE É REGRESSÃO?
Com Rosário Vilardebó (London College of Clinical Hypnosis)
Dia 3 de Março, às 20h30
Cada vez mais portugueses procuram a Hipnose Clínica para fazer regressão.
Os diversos livros disponíveis no mercado sobre regressão a vidas passadas, o crescente aumento do interesse pelas filosofias orientais ou ainda as séries policiais que apresentam a hipnose como uma forma para aceder a memórias têm, em grande parte, contribuído para este fenómeno.
Nesta palestra, a formadora e terapeuta Rosário Vilardebó irá desmistificar todas as ideias que existem sobre hipnose, bem como elucidá-lo sobre as aplicações e benefícios da hipnoterapia.
Os participantes serão ainda convidados a visitar, através de uma experiência de relaxamento, uma memória positiva do seu passado.
Data: 3 de MarçoHorário: das 20h30 às 22h00Preço: Contribuição simbólica de 5€
A Hipnose é um fenómeno natural da nossa mente, o qual experienciamos várias vezes ao dia quando, por exemplo, estamos a ler um livro de tal forma concentrados que nos desligamos da realidade exterior. Usada clinicamente, a Hipnose é induzida por um terapeuta que leva o paciente, através de sugestões, a fechar os olhos, a relaxar o seu corpo, acalmar a sua mente, mudando o foco de atenção do exterior para o interior. O corpo fica tão descontraído e letárgico que parece estar a dormir.
Mas a verdade é que o paciente não está a dormir. A mente fica bem desperta (por vezes bem mais alerta do que o normal do dia a dia) e o paciente está totalmente em controlo do que diz e faz. Quando desperta, lembra-se do que se passou, tal como numa conversa normal em que se recordam as partes mais importantes e relevantes da mesma.
A Hipnoterapia é o uso clínico da Hipnose para tratamento de problemas que têm por base um estado de ansiedade:
Gestão de stress; comportamentos indesejados (fumar, roer unhas, etc.); Controlo da dor; problemas digestivos; controlo de peso; parar de fumar; Fobias; Ataques de pânico; problemas de auto estima/auto confiança; Falta de concentração; Ansiedade de desempenho; Obstetrícia, entre outros.
A regressão é um fenómeno de hipnose que pode ocorrer espontâneamente ou ser usada como técnica terapêutica.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Semente em mão
Dezenas de milhares de pessoas por toda a Europa estão a pedir activamente que o direito de produzir sementes permaneça nas mãos dos agricultores e horticultores. As sementes de cultivo são um bem comum, criado pela acção humana ao longo de milénios....
Em 2011 a Comissão Europeia vai propor uma nova regulamentação relativa à reprodução e comercialização de sementes, a chamada “Lei das Sementes”. As novas regras, a serem aprovadas, terão força de lei e sobrepor-se-ão às leis nacionais de cada estado-membro, podendo vir a limitar drasticamente a livre circulação de sementes, impedir os agricultores de guardar sementes e ilegalizar todas as variedades de plantas não homologadas, onde se incluem actualmente milhares de variedades tradicionais, a herança genética vegetal da Europa.
Com esta nova lei, a Comissão Europeia pretende satisfazer os pedidos repetidos da indústria de sementes, que nas últimas décadas assumiu os contornos de um oligopólio, com dez empresas – gigantes da agro-química – a controlar actualmente metade do mercado mundial das sementes comerciais e a quase totalidade do mercado das sementes transgénicas. A indústria de sementes considera que a prática de guardar sementes e a produção de variedades não registadas constituem concorrência 'desleal'. Ao eliminar esta concorrência, sob pretexto de criar um mercado 'justo' e da protecção da saúde pública, as grandes empresas de sementes preparam-se para cobrar direitos aos perto de 75% de agricultores no mundo que ainda guardam e utilizam as suas próprias sementes.
A tendência da privatização das sementes, que se iniciou com a autorização de patentes sobre formas de vida, e que a prevista Lei das Sementes vem reforçar, constitui uma ameaça ao nosso património genético comum e à segurança alimentar. Os agricultores deixarão de poder guardar sementes e os criadores independentes deixam de poder melhorar variedades. Por consequência, não haverá nenhum incentivo para preservar variedades tradicionais e o mercado restringir-se-á a um espólio infinitamente mais reduzido de variedades comerciais, onde irão dominar, entre outras, as variedades transgénicas.
Junte-se à Campanha pelas Sementes Livres
Dezenas de milhares de pessoas por toda a Europa estão a pedir activamente que o direito de produzir sementes permaneça nas mãos dos agricultores e horticultores. As sementes de cultivo são um bem comum, criado pela acção humana ao longo de milénios, e uma fonte insubstituível de recursos genéticos para assegurar o acesso a alimentos, tecidos e medicamentos. Devem permanecer no foro público e sob condições algumas entregues para a exploração exclusiva da indústria de sementes.
Os pedidos da Campanha europeia pelas Sementes Livres
· O direito dos agricultores e horticultores à livre reprodução, guarda, troca e venda das suas sementes.
· A promoção da biodiversidade agrícola através da preservação das sementes de origem regional e biológica.
· A recuperação dos conhecimentos tradicionais e a cultura gastronómica local agrícolas.
· O fim às patentes sobre a vida e ao uso de organismos geneticamente modificados na agricultura e na alimentação.
· Uma nova política agrária que, em vez de apoiar a produção industrial intensiva e as monoculturas, promove a produção ecológica e biodiversa.
Ajude-nos a inverter o rumo da legislação sobre sementes e a apoiar a biodiversidade agrícola e a agricultura tradicional, com informação on e offline, seminários de sensibilização, a dinamização de hortas guardiãs de sementes e feiras de troca de sementes tradicionais, nacionais e internacionais.
Mais informações aqui
Em 2011 a Comissão Europeia vai propor uma nova regulamentação relativa à reprodução e comercialização de sementes, a chamada “Lei das Sementes”. As novas regras, a serem aprovadas, terão força de lei e sobrepor-se-ão às leis nacionais de cada estado-membro, podendo vir a limitar drasticamente a livre circulação de sementes, impedir os agricultores de guardar sementes e ilegalizar todas as variedades de plantas não homologadas, onde se incluem actualmente milhares de variedades tradicionais, a herança genética vegetal da Europa.
Com esta nova lei, a Comissão Europeia pretende satisfazer os pedidos repetidos da indústria de sementes, que nas últimas décadas assumiu os contornos de um oligopólio, com dez empresas – gigantes da agro-química – a controlar actualmente metade do mercado mundial das sementes comerciais e a quase totalidade do mercado das sementes transgénicas. A indústria de sementes considera que a prática de guardar sementes e a produção de variedades não registadas constituem concorrência 'desleal'. Ao eliminar esta concorrência, sob pretexto de criar um mercado 'justo' e da protecção da saúde pública, as grandes empresas de sementes preparam-se para cobrar direitos aos perto de 75% de agricultores no mundo que ainda guardam e utilizam as suas próprias sementes.
A tendência da privatização das sementes, que se iniciou com a autorização de patentes sobre formas de vida, e que a prevista Lei das Sementes vem reforçar, constitui uma ameaça ao nosso património genético comum e à segurança alimentar. Os agricultores deixarão de poder guardar sementes e os criadores independentes deixam de poder melhorar variedades. Por consequência, não haverá nenhum incentivo para preservar variedades tradicionais e o mercado restringir-se-á a um espólio infinitamente mais reduzido de variedades comerciais, onde irão dominar, entre outras, as variedades transgénicas.
Junte-se à Campanha pelas Sementes Livres
Dezenas de milhares de pessoas por toda a Europa estão a pedir activamente que o direito de produzir sementes permaneça nas mãos dos agricultores e horticultores. As sementes de cultivo são um bem comum, criado pela acção humana ao longo de milénios, e uma fonte insubstituível de recursos genéticos para assegurar o acesso a alimentos, tecidos e medicamentos. Devem permanecer no foro público e sob condições algumas entregues para a exploração exclusiva da indústria de sementes.
Os pedidos da Campanha europeia pelas Sementes Livres
· O direito dos agricultores e horticultores à livre reprodução, guarda, troca e venda das suas sementes.
· A promoção da biodiversidade agrícola através da preservação das sementes de origem regional e biológica.
· A recuperação dos conhecimentos tradicionais e a cultura gastronómica local agrícolas.
· O fim às patentes sobre a vida e ao uso de organismos geneticamente modificados na agricultura e na alimentação.
· Uma nova política agrária que, em vez de apoiar a produção industrial intensiva e as monoculturas, promove a produção ecológica e biodiversa.
Ajude-nos a inverter o rumo da legislação sobre sementes e a apoiar a biodiversidade agrícola e a agricultura tradicional, com informação on e offline, seminários de sensibilização, a dinamização de hortas guardiãs de sementes e feiras de troca de sementes tradicionais, nacionais e internacionais.
Mais informações aqui
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
HISTÓRIAS QUE ALIMENTAM
Olá!
Eu sou o açúcar, sou muito doce e saboroso e podem encontrar-me de varias formas, em bolos, rebuçados, gomas e chupa-chupas eu conheço o caminho do vosso interior e por isso entro na vossa corrente sanguínea muito facilmente.
Quando entro na corrente sanguínea, por ser tão rápido, faço-vos subir os níveis de glicemia do vosso sangue. A glicemia é assim o termómetro das vossas emoções e por isso assim que me recebem, ficam logo cheios de energia e bem-dispostos.
Mas vocês sabem, que poucas coisas são de graça e eu em troca de tanta energia tenho o meu preço que é consumir um pouco dos vossos minerais.
Os minerais são parte daquela matéria que compõem os vossos ossos e dentes e que mantém o equilíbrio do vosso sistema nervoso.
Não podem levar-me a mal! Porque eu sou muito saboroso e faço-vos muito felizes e tudo isso temo seu preço.
Se depois vocês abusam e perdem a noção do limite e consomem mais do que o vosso corpo suporta, já é da vossa responsabilidade.
Eu não tenho remorsos de terem cáries, borbulhas e de ficarem irritados com a minha falta. Eu também não tenho culpa que a vossa indústria me tenha refinado.
Tanto que me tiraram as vitaminas e a protecção dos meus efeitos e que por outros motivos que não têm em conta a saúde, me tenham acrescentado produtos químicos, que vos fazem mal, para eu ficar mais branquinho e durar mais.
Eu duro mais e vocês duram menos, mas são vocês que escolhem que assim seja.
Também não fui eu, que escolhi fazer parte de quase todos os alimentos que vocês consomem, pois sirvo de agente de conservação e estou até presente nos medicamentos e na vossa pasta dos dentes.
Eu quase que posso afirmar, que sou eu quem vos governa e vos controla.
Vocês são todos dependentes de mim. Um pó branquinho que é servido á vossa mesa todos os dias e que aos poucos vos vai empobrecendo.
Então mas não são vocês os humanos e inteligentes? Então como é que deixaram isto acontecer?
Então como é que não pensam sobre este assunto?
Eu sou um alimento para consumir de vez em quando e na minha forma mais natural, não assim tão tratado, em que quase me transformaram noutra coisa que não sou eu.
O doce pode amargar, quando o consumimos demais e depois enfraquecemos as nossas defesas, porque como eu vos retiro os minerais para pagamento do meu trabalho, crio uma corrente mais ácida no vosso sangue e deixo o caminho muito mais livre para as bactérias poderem viver no vosso corpo.
Pensem lá nisto tudo e escolham ser humanos doces e não seres humanos adoçados.
Natália Rodrigues
INSPIRE-SE: CONCERTOS DA SEMANA
24 de Fevereiro Noiserv, Clube Ferroviário, Lisboa, 22h30
26 de Fevereiro - António Zambujo, Casino de Tróia, Grândola, 21h30
26 de Fevereiro - Peter Hook, Casa da Música, Porto, 23h
Passadeiras rolantes são bem menos divertidas que as escadas! Todos nós temos um pianista nos pés
Todos nós temos música nos nossos pés! Cada movimento é arquitectado de poesia com alicerces de contracções musculares. Energia celestial percorre cada músculo para libertar tensão de vontade de ir em frente. Exercício é musica!
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Inspire-se: Cinema - Indomável
Um filme muito Yang. Jef Bridges com uma prestação incrível, candidato aos óscares, onde através da sua personagem Rooster Cogburn consegue obter amor onde jamais se esperaria. Um dos filmes de 2011
Hoje, dia 17, Palestra no IMP
CRIAR UM LAR SAUDÁVEL
com Francisco Varatojo
Horário: das 20h30 às 22h00
Preço: Contribuição simbólica de 5€
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
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