terça-feira, 10 de maio de 2011

Concertos da semana



11 Maio [Quarta-Feira] - Norberto Lobo @ Teatro da Trindade, Lisboa






13 Maio [Sexta-Feira] - Fatboy Slim @ Estádio do Restelo, Lisboa







14 Maio [Sábado] - Aquaparque + Mount Kimbie @ Musicbox, Lisboa





15 Maio [Domingo]  - Steve Coleman & Five Elements @ Casa da Música, Porto

Alimentos como Energia




"Ki", "Chi", "Prana", "grande vento" - são palavras que pode já ter ouvido ou lido em conferências, artigos ou livros relacionados com a filosofia e/ou medicina orientais. A palavra "ki" é utilizada pelos japoneses, "chi" pelos chineses, "Prana" pelos indianos, "grande vento" por algumas tribos de índios americanos. Outras culturas utilizaram nomes diferentes para definir o mesmo conceito.

Estes termos referem-se a uma "energia vital" que para os orientais cria, anima e permeia todos os fenómenos. O "ki" (termo que utilizarei neste artigo) é uma essência vital que se encontra em todas as coisas e tem aspectos quer da matéria quer da energia. As teorias da física moderna (particularmente da física quântica) que mostram uma alternância entre a matéria e a energia têm muito em comum com as teorias orientais milenares.

Na terminologia oriental a expressão "ki" faz parte dum enorme número de palavras que definem determinados estados físicos ou emocionais, quando, por exemplo, nos referimos à doença ou à saúde.
Assim, em muitos idiomas orientais não se diz, por exemplo, que uma pessoa está doente, mas sim que o "ki" da pessoa está a sofrer ou que o "ki" está doente, nunca que o corpo está doente ou que a mente está doente, porque a visão que têm dos fenómenos é global e energética.




A título de exemplo, refiro algumas expressões japonesas para que possa melhor perceber este conceito que sendo muito diferente da visão analítica, cartesiana, ocidental, é usado por muitos povos há milhares de anos.

Byo Ki (doença): significa o "ki está a sofrer" ou o "ki está desordenado"
Kyo Ki (louco, doente mental): significa "ki errado" ou "ki fora de ordem"
Ki Ga Shizumu (depressão): o "ki está a afundar-se", o "ki está a ir para baixo"
Yu Ki (coragem): "ki activo"
Ki O Ushinau (desmaiar): "perder o ki"
Ki Ga Chiisai (cobarde): o "ki é pequeno"

Nas disciplinas da medicina oriental o diagnóstico e o tratamento são realizados com base neste conceito: considera-se que a doença surge quando existe uma desarmonia nesta "energia vital" e utilizam-se técnicas como a Acupuntura, Moxabustão (aplicação de calor), massagem Shiatsu, "Asanas" de yoga, alimentação e outras para restabelecer um fluxo saudável ao longo dos "meridianos" e Chacras (respectivamente, canais bem definidos por onde esta energia corre e centros de energia).
A filosofia e medicina orientais consideram que o nosso carisma, alegria de viver, coragem, optimismo, são também expressões saudáveis desta energia vital que, quando flui adequadamente no nosso corpo, nos torna pessoas mais vibrantes e atraentes (não necessariamente no sentido físico da palavra atraente, mas mais dum ponto de vista humano e espiritual).

A ciência tem, duma forma geral, dificuldade em compreender e aceitar este tipo de interpretação da vida e dos fenómenos porque se baseia na observação e confirmação sensorial para validar os fenómenos, e isso não é fácil de fazer em relação à energia "ki" com a maioria dos métodos científicos de que dispomos actualmente. No entanto, o facto de não conseguirmos provar alguma coisa não significa só por si que ela não exista, tão só que não a conseguimos provar. Não podemos medir "cientificamente" o amor ou o ódio ou a compaixão ou a fé mas duvido que alguém possa pôr em causa o efeito desses estados de alma na nossa saúde ou bem estar. Descartes disse que "a ausência de prova não é prova de ausência", uma frase que nos pode ajudar a ter uma mente muito mais aberta e curiosa em relação aos fenómenos que podem parecer mais difíceis de entender.

Pessoalmente, estudo esta teoria há mais de 20 anos e estou profundamente convicto de que a vida é muito mais do que uma combinação de elementos químicos em diferentes proporções. Esta noção de "energia" pode ser o elo de ligação que nos falta para compreender muitos fenómenos aparentemente inexplicáveis.

Da mesma forma que tudo é "energia", os alimentos são e têm também uma energia, um "kiespecífico": podemos dizer que um alimento que nos faz sentir bem após é um alimento com um bom "ki"; e que um alimento que nos torna fracos tem um "ki" mais débil.

Alimentos que são produzidos por métodos naturais, com exposição adequada a factores como o sol, a lua, água de boa qualidade, etc, têm um "ki" mais forte do que os mesmos alimentos produzidos duma forma artificial e mais rápida, por exemplo, mesmo se nutricionalmente eles aparentam ter os mesmos nutrientes.

Alimentos confeccionados num fogão a gás, eléctrico ou microondas têm uma energia diferente, e essa energia criará condições físicas e emocionais diferentes quando os alimentos se transformam no nosso corpo.

Assim, para além de podermos avaliar os alimentos segundo os seus nutrientes (obviamente um método útil e importante, mas não completo), podemos também considerar este aspecto menos material: a forma como esses alimentos nutrem o nosso "corpo vibracional".
Para os orientais, absorvemos o carácter daquilo que comemos, pelo que um alimento "duro" cria "dureza", um alimento "mole" cria "flacidez". Um alimento "agressivo", cria "agressividade", um alimento "flexível" cria "flexibilidade", etc.

por Francisco Varatojo

sábado, 7 de maio de 2011

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Cinema: As Quatro Voltas




Um pastor idoso e doente aguarda o fim dos seus dias numa aldeia remota nas montanhas da Calábria, no Sul da Itália. Naquele lugar abandonado e congelado no tempo, a Natureza não conhece hierarquias. Cada ser, consciente do mundo exterior, tem uma alma que se move através de vidas sucessivas, em quatro voltas. Para o provar, a proximidade dos animais ou das árvores e as plantas dançando ao vento que, soprando, evoca a união entre todos. Segundo filme de Michelangelo Frammartino, nove anos depois de "Il Dono". PÚBLICO



quarta-feira, 4 de maio de 2011

Portas Abertas do Shiatsu

Vamos ter a semana Portas Abertas do Shiatsu. E para tal gostaríamos de contar com a participação e colaboração de todos.


Este ano alteramos as datas inicialmente previstas devido ao facto de estarmos a participar também no Movimento Verde. Assim as datas serão de 12 a 18 de Maio de 2011.

O Movimento Verde é uma iniciativa da revista Gingko em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e que terá lugar na Avenida da Liberdade nos dias 14 e 15 de Maio. O IMP estará presente com algumas actividades. Aula de yoga dinâmico, aula de culinária saudável, e conta com a participação dos seus alunos para comunicar e ajudar a divulgar as diferentes actividades do IMP, nomeadamente as portas abertas que estão a decorrer na mesma altura.

O programa da semana do Shiatsu consiste em:

Dia 12 – das 20:00 às 22:00 apresentação de um filme temático. Aberto ao publico e entrada livre na sala de palestras do IMP.

Dia 13 – das 20:00 às 22:00 convívio com comida e bebida. Aberto a todos os alunos e ex alunos de shiatsu, professores e assistentes e familiares.

Dias 14 e 15 – das 10:00 às 13:00 e das 15:00 às 18:00 os alunos do nível 3 estarão na sala de shiatsu do IMP a realizar tratamentos ao publico. Os assistentes do nível 3 estarão a acompanhar esta actividade.

Os restantes alunos e assistentes deverão se possível participar no movimento verde para ajudar a divulgação da escola juntamente com a equipa do IMP.

Dias 16, 17 e 18 – das 20:00 às 22:00 os alunos dos níveis 2 e 3 de Shiatsu, todos os professores e assistentes da escola estarão a fazer tratamentos ao publico e sessões de esclarecimentos nas salas do IMP.

terça-feira, 3 de maio de 2011

O IMP no Evento "Verde Movimento"



O IMP não podia deixar de estar neste evento que tem o "desejo de tornar o mundo em que vivemos mais limpo, mais sustentável, mais consciente, mais Verde Movimento".

Mais informações aqui


Não perca, dia 14 de Maio!

Concertos da semana

4 Maio [Quarta-Feira]- Aloe Blacc @ Aula Magna, Lisboa






5 Maio [Quinta-Feira] - Paolo Conte @ Centro Cultural de Belém, Lisboa





7 Maio [Sábado] - Yann Tiersen @ Hard Club, Porto






sexta-feira, 29 de abril de 2011

Alimentos Biológicos




"Nenhuma actividade humana, nem mesmo a medicina, tem tanta importância para a saúde como a agricultura." Prof. Pierre Delbert (Academia de Medicina, França)

Numa época em que a maioria das pessoas se encontra quase completamente desligada da terra e em que os alimentos nos chegam à mão processados e acondicionados, esquecemo-nos do quão vital é a agricultura para a nossa sobrevivência neste planeta.

Na realidade, dependemos totalmente da actividade agrícola para a nossa subsistência e o tipo de agricultura praticado influencia decisivamente a saúde humana, a saúde dos solos e todo o ecossistema.
A agricultura química moderna nasceu há mais de um século quando Justus von Leibig, um professor de química alemão, queimou plantas para analisar o resíduo das cinzas. Após a 1ª Grande Guerra as empresas que produziam explosivos e material bélico foram transformadas em fábricas produtoras de adubos agrícolas e ainda hoje, muitos dos produtos químicos utilizados na agricultura foram usados em campos de concentração na 2ª Guerra Mundial ou na Guerra do Vietname.

Como reacção a uma prática agrícola altamente industrializada e quimicalizada, surge nos Anos 40 o movimento da Agricultura Biológica (ou Agricultura Orgânica) que pretende promover técnicas de produção mais ecológicas e criar alimentos mais saudáveis para a Humanidade.

Os alimentos oriundos de uma agricultura biológica, cultivados sem adubos fosfatados ou pesticidas têm vantagens notórias, nomeadamente:

* Têm um valor nutricional superior: o teor em minerais, vitaminas e antioxidantes é mais elevado do que nos alimentos produzidos com uma agricultura convencional.
* Não contribuem para a contaminação dos solos, águas ou atmosfera.
* Têm um sabor mais rico, devido ao menor teor de água.
* São isentos de herbicidas, fungicidas ou insecticidas, que muitos estudos consideram estar ligados a muitas das doenças modernas como cancro, alergias ou infertilidade.




Em Portugal, começam a existir cada vez mais produtos biológicos à venda: cereais, feijões, vegetais, etc. e, apesar de ainda serem um pouco mais caros são, na minha opinião, uma opção que devemos fazer, quer em termos de saúde pessoal, quer em termos de saúde ambiental.
Ao apoiarmos o cultivo de alimentos de origem biológica, contribuímos enormemente para a despoluição dos solos e ambiente, podemos evitar a erosão dos solos e a desertificação e melhoramos a nossa saúde.


Muitas das carências nutricionais modernas são provavelmente devidas à fraca qualidade dos alimentos actuais. Imensos estudos apontam para um decréscimo substancial de nutrientes que pode ir até 90% nalguns minerais como ferro, quando se passou de uma agricultura biológica para a agricultura moderna.

Em 1963, o Departamento de Agricultura Americano, publicou o livro "Composition of Foods Handbook" onde se podem verificar as seguintes alterações no mineral ferro entre 1948 e 1963 (antes e depois de os fertilizantes e pesticidas químicos começarem a ser usados em grande escala)
Conteúdo em ferro dos alimentos (partes por milhão):
                       1948       1963
Espinafre         801            31
Feijão verde    118              8
Couve               57               4
Alface            262             14
Tomates          969              5



Para mais informações ou livros sobre agricultura biológica e alimentos biológicos, pode contactar a AGROBIO - Associação Portuguesa de Agricultura Biológica

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Workshop RELAÇÕES QUE CURAM


Com Fátima Marques

Muitas vezes, a aprendizagem sobre o amor veio misturada com dor, incompreensão e violência.

Se nos habituámos a chamar a esse conjunto ‘amor', aprendemos a ter medo de amar. Não queremos ser magoados outra vez, associamos o amor à rejeição e à dependência.

O objectivo deste workshop é levá-lo a experienciar um estado de ressonância: vemos, sentimos e aceitamos o outro tal como ele é; e somos vistos, sentidos e aceites como realmente somos.


Permita-se recuperar as partes de si a que renunciou para ser amado e venha recordar e viver a sua própria capacidade de amar que se conserva intacta por trás das barreiras.

Datas:

Grupo 1: 30 de Abril, 7, 8 e 14 de Maio, das 10h às 18h.

Grupo 2: De 23 de Fevereiro a 13 de Abril, às quartas-feiras, das 18h às 21h



Preço: 275€ ou 2 x 145€

mais informações aqui

Concertos da Semana



27 Abril [Quarta] - Bye Bye Bicycle @ Theatro Bar, Tomar





28 Abril [Quinta]- Sei Miguel Unit Core @ ZDB, Lisboa




30 Abril [Sábado]- Nicole Eitner @ Fnac Colombo, Lisboa